Menos casas vendidas e preços a desacelerar: o que está a mudar no mercado? Os preços da habitação continuaram a subir no primeiro trimestre deste ano, mas a um ritmo mais lento pela primeira vez em quase dois anos. Ao mesmo tempo, o número de casas vendidas voltou a cair, reforçando os sinais de uma mudança de dinâmica no mercado imobiliário, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo... 24 jun 2026 min de leitura Menos casas vendidas De acordo com o INE, entre janeiro e março deste ano foram transacionadas 37.745 habitações, menos 8,7% do que no mesmo período do ano passado (variação de -4,7% no trimestre anterior) e uma redução em cadeia de 12,4%. Trata-se do segundo trimestre consecutivo com uma taxa de variação homóloga de sinal negativo no número de transações (-4,7% no último trimestre de 2025). Do total de vendas, 30.356 (80,4% do total) respeitaram a habitações existentes, correspondendo a uma taxa de variação homóloga de -8,0%. Já nas habitações novas, a redução do número de transações foi de 11,6%, para 7.389 unidades. No primeiro trimestre, o valor das habitações transacionadas ascendeu a 9.000 milhões de euros, mais 3,2% face ao mesmo trimestre de 2025, com uma taxa de variação homóloga de 6,9% no valor das transações das habitações existentes, para 7.500 milhões de euros, e uma redução de 6,8% no das habitações novas, para 2.400 milhões. Face ao trimestre anterior, o valor das transações de alojamentos caiu 7,9% de janeiro a março (aumento de 2,6% no quarto trimestre de 2025), registando-se uma redução em ambas as categorias de alojamentos, mas mais pronunciada no caso dos novos (-11,2%) do que nos existentes (-6,8%). Menos transações em todo o país No primeiro trimestre, as vendas de alojamentos às famílias recuaram 8,7% em termos homólogos e 12,4% em cadeia, fixando-se em 32.828 habitações e representando 87,0% do total das vendas. Em valor, as vendas de alojamentos às famílias cresceram 3,4% em termos homólogos e caíram 8,1% em cadeia, para um total de 8.600 milhões de euros, 86,4% do total. Já as aquisições de habitação por compradores com domicílio fiscal no território nacional recuaram 8,4% face ao primeiro trimestre de 2025, para um total de 35.975 unidades (95,3% do total), totalizando 9.100 milhões de euros (mais 3,4% em termos homólogos). No que respeita aos compradores com domicílio fiscal fora de Portugal, contabilizaram-se 1.770 vendas, menos 15,6% face ao mesmo período do ano anterior (-20,9% no quarto trimestre de 2025). Entre as categorias de compradores com domicílio fiscal fora do território nacional, a categoria União Europeia foi a que apresentou a maior contração no número de transações, de -16,8%, superior à observada na categoria restantes países, que se fixou em -14,4%. Numa análise regional, o INE apurou que, até março, todas as regiões registaram uma redução no número de transações relativamente ao mesmo período do ano anterior, com destaque para a Madeira, os Açores e o Algarve, com quebras de 25,6%, 11,4% e 10,7%, respetivamente. Ainda assim, os valores das transações de alojamentos continuaram a crescer em algumas das regiões do país, salientando-se, com registos acima da média nacional, as subidas na Península de Setúbal, Oeste e Vale do Tejo, Alentejo e Norte, entre os 4,6% e 16,6%. Fonte: Lusa/ Redação Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado